domingo, 1 de novembro de 2009

ANGELOLOGIA

A Doutrina dos Anjos



A. QUE SÃO ANJOS?
Os anjos são seres espirituais criados e dotados de capacidade moral e alta inteligência, mas desprovidos de corpos físicos. A Bíblia diz que por meio de Cristo foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos ou soberanias, poderes ou autoridades (Cl 1.16). Isso inclui os anjos.

Por serem morais, é que alguns anjos caíram de seus postos (2 Pe 4.6; Jd 6). Eles são capazes de se comunicar com as pessoas. Um anjo falou às mulheres próximas do túmulo de Jesus e se hospedaram em algumas casas como se fossem pessoas comuns. Eles também cantam (Mt 28.5; Hb 13.2; Ap 5.11-12).


Os anjos são “espíritos”, eles não têm corpos (Lc 24.39; Hb 1.14). Ninguém é capaz de ver um anjo, a menos que Deus lhe dê a condição para isso (2 Rs 6.17; Lc 2.13). O fato de não podermos ver os anjos não diminui a verdade que eles nos guardam e nos protegem (Sl 34.7; 91.11; Hb 1.14).


A Bíblia usa vários nomes para os anjos, como “filhos de Deus” (Jó 1.6; 2.1), “santos” (Sl 89.5, 7), “espíritos” (Hb 1.14), “sentinela” (Dn 4.13, 17, 23), “tronos”, “soberanias”, “poderes”, “autoridades” (Cl 1.16) e “poderes” (Ef 1.21).


Existem outros tipos especiais de anjos: Os “querubins”. Eles guardaram a entrada do jardim do Éden (Gn 3.24); diz a Bíblia que Deus voa sobre os querubins (Ez 18.10). Sobre a Arca da Aliança no Antigo Testamento havia duas imagens de ouro de querubins (Êx 25.22). Também existem os “serafins”, mencionados apenas em Isaías 6.2-7. Eles vivem para adorar a Deus. Ezequiel e Apocalipse falam também dos seres viventes (Ez 1.5-14; Ap 4.6-8).


Existe hierarquia e ordem entre os anjos. Um deles, Miguel, é chamado de “arcanjo” (Judas 9), indicando soberania ou autoridade sobre outros anjos. Miguel parece ser um anjo bem diferenciado (Dn 10.13; 1 Ts 4.16; Ap 12.7-8). Não sabemos se ele é o único arcanjo. Além de Miguel a Bíblia menciona outro anjo pelo nome. Trata-se de Gabriel (Dn 8.16; 9.21; Lc 1.19, 26-27).

Os anjos só podem estar num lugar de cada vez (Dn 10.12-14; Lc 1.26). Isso evidencia que são seres criados e não como Deus que é onipresente. Ninguém sabe quantos anjos existem. Segundo a Bíblia o número deles é incalculável (Dt 33.2; Sl 68.17; Hb 12.22; Ap 5.11).


Discute-se muito se as pessoas têm anjos da guarda individuais. Essa idéia vem de Mateus 18.10 e Atos 12.15. Que Deus manda seus anjos para nos guardar e proteger, não há dúvidas (Sl 91.11-12), mas afirmar que cada pessoa tem um anjo que lhe acompanha, não parece ser algo convincente pelas Escrituras.


É interessante observar também que os anjos não se casam. Eles não geram nem procriam (Mt 22.30; Lc 20.34-36). Por outro lado são poderosos (Sl 103.20). Eles lutam contra os anjos maus (Ap 12.7-8; 20.1-3). Um dia seremos alçados a uma posição superior à dos anjos (1 Co 6.3).

B. QUANDO OS ANJOS FORAM CRIADOS?


Todos os anjos devem ter sido criados antes do sétimo dia da criação (Gn 2.1; Êx 20.11). Talvez foram criados até mesmo no primeiro dia da criação (Gn 1.1).

Quando Satanás tentou Eva no jardim (Gn 3.1) já havia acontecido a rebelião dos anjos contra Deus (2 Pe 2.4; Jd 6). Isso deve ter acontecido depois do sexto dia da criação, pois até ali Deus tinha achado tudo muito bom (Gn 1.31).


C. O PAPEL DOS ANJOS NOS PLANOS DE DEUS


Os anjos, como os homens, são as únicas criaturas morais e altamente inteligentes que Deus criou. Mas é interessante observar que os homens foram criados à imagem e semelhança de Deus, mas não os anjos (Gn 1.26; 9.6). Isso nos leva a concluir que somos mais parecidos com Deus que os anjos. Até mesmo julgaremos os anjos (1 Co 6.3). Por enquanto somos menores que eles (Hb 2.7), mas mesmo agora eles já nos servem (Hb 1.14).


Além de nos servirem, os anjos não podem gerar filhos como nós (Gn 5.3; Mt 22.30; Lc 20.34-36). Também nos destacamos sobre os anjos no fato de sermos salvos depois do pecado (Hb 2.16; Ap 5.9), o que não aconteceu com nenhum anjo (2 Pe 2.4; Jd 6).


Os anjos nos fazem lembrar que o mundo invisível é real (2 Rs 6.17; Sl 148.2). Além disso os anjos nos dão exemplo na obediência e na adoração (Mt 6.10).


A palavra anjo quer dizer “mensageiro”, e é isso que eles fazem. Levam as mensagens de Deus às pessoas (Lc 1.11-19; At 8.26; 10.3-8, 22; 27.23-24); executam juízos divinos (2 Sm 24.16-17; 2 Cr 32.21; At 12.23; Ap 16.1). Eles patrulham a terra (Zc 1.10-11) e guerreiam contra as forças demoníacas (Dn 10.13; Ap 12.7-8). Quando Cristo voltar, um arcanjo proclamará a sua vinda (1 Ts 4.16; Ap 18.1-2, 21; 19.17-18).


D. NOSSA RELAÇÃO COM OS ANJOS


Devemos ter consciência da presença dos anjos no nosso dia-a-dia. Quando louvamos a Deus nos juntamos aos milhares de milhares de anjos (Hb 12.22-23). A presença dos anjos deve nos fazer comedidos no pecar e encorajados quando ninguém vê nosso esforço. Eles nos livram de perigos como aconteceu com Daniel (Dn 6.22), com os apóstolos (At 5.19-20), com Pedro (At 12.7-11). Ajudaram o próprio Jesus (Mt 4.11; Lc 22.43). Devemos ser gratos a Deus por nos enviar seus anjos protetores em nosso favor (Sl 91.11-12).

Cuidado com falsas doutrinas de anjos (2 Co 11.14; Gl 1.8). A Bíblia é nossa autoridade maior como mensageira de Deus hoje. Também não se deve adorar os anjos, nem lhes dirigir oração. Eles não devem ser Adorados (Cl 2.18; Ap 19.10; 1 Tm 2.5).



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