terça-feira, 30 de março de 2010

Pescadores encontram 21 corpos de bebês em rio na China

Ter, 30/03/10 por Redação Época
Imagem feita pela TV local de sacos plásticos com corpos na margem do rio em Shandong















Pescadores chineses encontraram 21 corpos de bebês em um rio, na cidade de Jining, na província de Shandong, no leste do país. Acredita-se que os cadáveres tenham sido jogados ali por hospitais. De acordo com o site China Daily, oito dos corpos possuíam etiquetas identificadoras dessas entidades.Segundo o site britânico Time, três bebês tinham tornozeleiras de identificação indicando que estiveram em estado grave na emergência do hospital universitário de Jining e cinco apresentavam as etiquetas de atendimento do mesmo hospital.

Um pescador afirmou à TV local que percebeu que algo havia sido jogado contra a margem do rio perto de uma ponte. Inicialmente, os pescadores pensaram que eram bonecos de plástico. Ao chegarem mais perto, descobriram que eram corpos. “Não podia acreditar que eram de verdade, mas eram. E quanto mais andava por ali, via mais e mais”, disse outro homem.

Alguns corpos estavam juntos em sacos plásticos amarelos, com a inscrição “lixo hospitalar”. Ainda não foram divulgados os sexos dos bebês.

As autoridades iniciaram uma investigação e a equipe médica que pode estar envolvida no caso foi suspensa. Segundo a imprensa local, os corpos podem ter sido descartados por hospitais após abortos e partos induzidos.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Martinho Lutero - A reforma protestante

Martinho Lutero - A reforma protestante - Contra-Reforma

No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero fixou suas famosas teses (total de 95) contra a venda de indulgências, na porta da Igreja Católica do Castelo de Wittenberg, na Alemanha.

É preciso exortar os fiéis a entrarem no céu por meio de muitas tribulações, em vez de descansarem na segurança de uma falsa paz" 95ª tese. Há 478 anos, no dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero fixou suas famosas teses (total de 95) contra a venda de indulgências, na porta da Igreja Católica do Castelo de Wittenberg, na Alemanha, contrariando os interesses teológicos e, principalmente, econômicos da Igreja Católica. O impacto foi tamanho, que se comemora nessa data o início da Reforma Protestante.
Lutero não foi, como alguns pensam, o fundador de uma nova religião, o protestantismo. A Reforma Protestante, da qual foi impulsionador, foi além do movimento da libertação nacional, que resultou na formação de igrejas nacionais entre os anos de1517 a 1563. Foi, sem dúvida, o grande precursor da liberdade religiosa atual e quem mais contribuiu para um retorno do cristianismo às Escrituras.
Para não admitir suas falhas, são diversas as acusações da Igreja Católica a Lutero, de louco a rebelde orgulhoso.

A preparação para a Reforma
No decorrer dos séculos, desde os tempos de Cristo, tem havido um desvio daquilo que Jesus ensinou. Sempre se levantaram vozes em defesa da pureza do Evangelho.
Apesar do zelo, sempre existiram aqueles que se desviavam, trazendo para dentro da Igreja práticas de outras religiões. Esses desvios, a princípio em número reduzido, foram aumentando a ponto de paganizar a Igreja, transformando-a no que conhecemos hoje por Igreja Católica.

No começo, foi apenas a inclusão da hierarquia onde o papa era o líder supremo; depois vieram o batismo para a salvação, a adoração de santos, e outros, atingindo um patamar tal, que por volta do século XIV, a Igreja Católica estava completamente envolvida no paganismo. Daí a salvação passou a ser comercializada como qualquer outro objeto.

Enquanto o cristianismo romano se paganizava, muitas pessoas às quais o nome "cristão" fora negado, lutavam para que a Igreja retornasse aos princípios do Novo Testamento. Entretanto, ela já havia se institucionalizado, e esses reformadores passaram a ser acusados de hereges. Geralmente eram expulsos de suas congregações e perseguidos, pagando, muitas vezes com a vida, pelo zelo cristão.

Até o século XIV, os protestos dessas pessoas foram abafados; porém com o advento de uma nova mentalidade, que deu origem às transformações políticas, sociais, científicas, literárias e mais, foram sendo notados. Naquele período, as grandes descobertas marítimas, a invenção da imprensa, a descoberta do maravilhoso mundo clássico da literatura e arte, até então perdidos, produziram um despertar da natureza humana, que se processou de forma intensa e geral. Esse período ficou conhecido como Renascença, movimento que produziu a energia necessária para a revolução religiosa que se daria no século XVI.

O grande nome dessa revolução religiosa foi Martinho Lutero, monge agostiniano. que, revoltado contra a venda de indulgências, levantou a bandeira da liberdade religiosa frente à corrompida Igreja Católica.

Peregrinação espiritual
Lutero nasceu em 1483, em Eisleben, Alemanha, onde seu pai, de origem camponesa, trabalhava em minas. A sua infância não foi feliz. Seus pais eram extremamente severos. Durante toda a sua vida foi prisioneiro de períodos de depressão e angústia profunda, quando aspirava pela salvação de sua alma.

Em 1505, antes de completar 22 anos, ingressou - contra a vontade de seu pai, que sonhava com a carreira de advogado para ele - no mosteiro Agostinho de Erfurt. Dos motivos que o levaram a tal passo, esse acontecimento foi decisivo: duas semanas antes, quando sobremaneira o temor da morte e do inferno o afligia, prometeu a santa Ana caso se salvasse se tornaria um monge. Portanto, a razão principal, foi o seu interesse pela própria salvação.

Ingressou no mosteiro como filho fiel da Igreja no propósito de utilizar os meios de salvação que ela lhe oferecia e dos quais o mais seguro lhe parecia o monástico. Acreditava que, sendo um sacerdote, as boas obras e a confissão seriam as respostas para suas necessidades, almejadas desde a infância. Mas não bastava.

Embora tentasse ser um monge perfeito - repentinamente castigava seu corpo, a conselho de seu superior - tinha consciência de sua pecaminosidade e cada vez, por isso, tratava de sobrepor-se a ela. Porém, quanto mais lutava contra esse sentimento, mais se apercebia de que o pecado era muito mais poderoso do que ele.

Frente a essa situação desesperadora, o seu conselheiro espiritual recomendou que lesse as obras dos místicos, mas não adiantou; então, foi proposto que se preparasse para dirigir cursos sobre as Escrituras na Universidade de Wittenberg.

A grande descoberta
É certo que, quando se viu obrigado a preparar conferências sobre a Bíblia, Lutero começou a ver nelas uma possível resposta para suas angústias.

Em 1513, começou a dar aulas sobre Salmos, os quais interpretava cristologicamente. Neles, era Cristo quem falava. E assim, viu Cristo passando pelas angústias semelhantes às que passava. Esse foi o princípio de sua grande descoberta, que aconteceu provavelmente em 1515, quando começou a dar conferências sobre a Epístola aos Romanos. Lutero confessou que encontrou resposta para as suas dificuldades, no primeiro capítulo dessa Epístola.

Essa resposta, no entanto, não veio facilmente. Não ocorreu de um dia para outro. A grande descoberta foi precedida por uma grande luta e uma amarga angústia.

O texto básico é Romanos 1.17, no qual é dito que o Evangelho é a revelação da justiça de Deus, e era precisamente essa justiça que Lutero não podia tolerar e dizia que odiava a frase "justiça de Deus". Nela, esteve meditando dia e noite para compreender a relação entre as duas partes do versículo que diz "a justiça de Deus se revela no evangelho", e conclui dizendo que "o justo viverá pela fé".

O protesto
A resposta foi surpreendente. Lutero concluiu que a justiça de Deus, em Romanos 1.17. não se refere ao fato de que Deus castigue os pecadores, mas ao fato de que a justiça do justo não é obra sua, mas dom de Deus. Portanto, a justiça de Deus só tem quem vive pela fé: não porque seja em si mesmo justo ou porque Deus lhe dê esse dom, mas por causa da misericórdia de Deus que, gratuitamente, justifica o pecador desde que este creia.

A partir dessa descoberta, a justiça de Deus não passou mais a ser odiada; agora, ela tornou-se em uma frase doce para sua vida. Em conseqüência as Escrituras passaram a ter um novo sentido para ele. Inconformado com a Igreja Católica, Lutero compôs algumas teses, que deveriam servir como base para um debate acadêmico.

Naquele período, teve início, por ordem do papa Leão X, a venda de indulgências por Tetzel, através da qual o portador tinha a garantia de sua salvação. Não concordando com a exploração de seus compatriotas, Lutero fixou suas famosas 95 teses na porta da Igreja (local utilizado para colocar informações da universidade) do Castelo de Wittenberg.

As teses foram escritas acaloradamente com sentimento de indignação profunda, mas com todo o respaldo Bíblico. E além do mais. ao atacar a venda de indulgências, colocava em perigo os projetos dos exploradores, dentre eles, a ganância do papa Leão X em arrecadar dinheiro suficiente para terminar a construção da Basílica de São Pedro. Os impressos despertaram o povo e produziram um sentimento de patriotismo, o que facilitou a Reforma na Alemanha.

A importância de Lutero para o protestantismo moderno não deve ser esquecida. Foi ele quem teve mais sucesso na investida contra Roma. Foi ele o grande bandeirante da volta às Escrituras como regra de fé e prática. Foi um dos poucos homens que alterou profundamente a História do mundo. Através do seu exemplo, outras pessoas seguiram o caminho da Reforma em seus próprios países, e em poucos anos quase toda a Europa havia sido varrida pelos ventos reformadores.

Lutero foi responsável por três pontos básicos do protestantismo atual: a supremacia das Escrituras sobre a tradição; a supremacia da fé sobre as obras; e a supremacia do sacerdócio de cada cristão sobre o sacerdócio exclusivo de um líder. Humanamente falando, deve-se a Lutero um retomo à leitura da Bíblia.

A Contra-Reforma e os jesuítas
Lutero teve de enfrentar o tremendo poderio da Igreja Católica que, imediatamente organizou a Companhia de Jesus (jesuítas) para atacar a Reforma. Vide o juramento dos jesuítas (livro Congregacional de Relatórios, página 3.362) que em resumo, diz: "Prometo na presença de Deus e da Virgem Maria e de ti meu pai espiritual, superior da Ordem Geral dos Jesuítas... e pelas entranhas da Santíssima Virgem defender a doutrina contra os usurpadores protestantes, liberais e maçons sem hesitar. Prometo e declaro que farei e ensinarei a guerra lenta e secreta contra os hereges... tudo farei para extirpá-los da face da terra, não pouparei idade, nem sexo, nem cor... farei arruinar, extirpar, estrangular e queimar vivo esses hereges. Farei arrancar seus estômagos e o ventre de suas mulheres e esmagarei a cabeça de suas crianças contra a parede a fim de extirpar a raça.

Quando não puder fazer isso publicamente usarei o veneno, a corda de estrangular, o laço, o punhal e a bala e chumbo.

Com este punhal molhado no meu sangue farei minha rubrica como testemunho! Se eu for falso ou perjuro, podem meus irmãos, os Soldados do Papa cortar mãos e pés, e minha garganta; minha barriga seja aberta e queimada com enxofre e que minha alma seja torturada pelos demônios para sempre no inferno!"

Preocupada em conter o avanço dessas ideias, a igreja Romana iniciou através do Tribunal da Santa Inquisição a perseguição mais infame e sangrenta da história, onde, no caso da França, numa única noite, chamada de "Noite de São Bartolomeu", três mil protestantes foram assassinados e seus corpos jogados nas ruas francesas, com as bênçãos católicas. Muitos jesuítas, tais quais espiões, levaram os ditos "hereges" às mais variadas torturas, até a morte.

AS 95 TESES DE LUTERO

Por amor à verdade e no empenho de elucidá-la, discutir-se-á o seguinte em Wittenberg, sob a presidência do reverendo padre Martinho Lutero, mestre de Artes e de Santa Teologia e professor catedrático desta última, naquela localidade. Por esta razão, ele solicita que os que não puderem estar presentes e debater conosco oralmente o façam por escrito, mesmo que ausentes. Em nome do nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.


1. Ao dizer: "Fazei penitência", etc. [Mt 4.17], o nosso Senhor e Mestre Jesus Cristo quis que toda a vida dos fiéis fosse penitência.

2. Esta penitência não pode ser entendida como penitência sacramental (isto é, da confissão e satisfação celebrada pelo ministério dos sacerdotes).

3. No entanto, ela não se refere apenas a uma penitência interior; sim, a penitência interior seria nula, se, externamente, não produzisse toda sorte de mortificação da carne.

4. Por conseqüência, a pena perdura enquanto persiste o ódio de si mesmo (isto é a verdadeira penitência interior), ou seja, até a entrada do reino dos céus.

5. O papa não quer nem pode dispensar de quaisquer penas senão daquelas que impôs por decisão própria ou dos cânones.

6. O papa não pode remitir culpa alguma senão declarando e confirmando que ela foi perdoada por Deus, ou, sem dúvida, remitindo-a nos casos reservados para si; se estes forem desprezados, a culpa permanecerá por inteiro.

7. Deus não perdoa a culpa de qualquer pessoa sem, ao mesmo tempo, sujeitá-la, em tudo humilhada, ao sacerdote, seu vigário.

8. Os cânones penitenciais são impostos apenas aos vivos; segundo os mesmos cânones, nada deve ser imposto aos moribundos.

9. Por isso, o Espírito Santo nos beneficia através do papa quando este, em seus decretos, sempre exclui a circunstância da morte e da necessidade.

10. Agem mal e sem conhecimento de causa aqueles sacerdotes que reservam aos moribundos penitências canônicas para o purgatório.

11. Essa erva daninha de transformar a pena canônica em pena do purgatório parece ter sido semeada enquanto os bispos certamente dormiam.

12. Antigamente se impunham as penas canônicas não depois, mas antes da absolvição, como verificação da verdadeira contrição.

13. Através da morte, os moribundos pagam tudo e já estão mortos para as leis canônicas, tendo, por direito, isenção das mesmas.

14. Saúde ou amor imperfeito no moribundo necessariamente traz consigo grande temor, e tanto mais, quanto menor for o amor.

15. Este temor e horror por si sós já bastam (para não falar de outras coisas) para produzir a pena do purgatório, uma vez que estão próximos do horror do desespero.

16. Inferno, purgatório e céu parecem diferir da mesma forma que o desespero, o semidesespero e a segurança.

17. Parece desnecessário, para as almas no purgatório, que o horror diminua na medida em que cresce o amor.

18. Parece não ter sido provado, nem por meio de argumentos racionais nem da Escritura, que elas se encontram fora do estado de mérito ou de crescimento no amor.

19. Também parece não ter sido provado que as almas no purgatório estejam certas de sua bem-aventurança, ao menos não todas, mesmo que nós, de nossa parte, tenhamos plena certeza.

20. Portanto, sob remissão plena de todas as penas, o papa não entende simplesmente todas, mas somente aquelas que ele mesmo impôs.

21. Erram, portanto, os pregadores de indulgências que afirmam que a pessoa é absolvida de toda pena e salva pelas indulgências do papa.

22. Com efeito, ele não dispensa as almas no purgatório de uma única pena que, segundo os cânones, elas deveriam ter pago nesta vida.

23. Se é que se pode dar algum perdão de todas as penas a alguém, ele, certamente, só é dado aos mais perfeitos, isto é, pouquíssimos.

24. Por isso, a maior parte do povo está sendo necessariamente ludibriada por essa magnífica e indistinta promessa de absolvição da pena.

25. O mesmo poder que o papa tem sobre o purgatório de modo geral, qualquer bispo e cura tem em sua diocese e paróquia em particular.

26. O papa faz muito bem ao dar remissão às almas não pelo poder das chaves (que ele não tem), mas por meio de intercessão.

27. Pregam doutrina humana os que dizem que, tão logo tilintar a moeda lançada na caixa, a alma sairá voando [do purgatório para o céu].

28. Certo é que, ao tilintar a moeda na caixa, pode aumentar o lucro e a cobiça; a intercessão da Igreja, porém, depende apenas da vontade de Deus.

29. E quem é que sabe se todas as almas no purgatório querem ser resgatadas? Dizem que este não foi o caso com S. Severino e S. Pascoal.

30. Ninguém tem certeza da veracidade de sua contrição, muito menos de haver conseguido plena remissão.

31. Tão raro como quem é penitente de verdade é quem adquire autenticamente as indulgências, ou seja, é raríssimo.

32. Serão condenados em eternidade, juntamente com seus mestres, aqueles que se julgam seguros de sua salvação através de carta de indulgência.

33. Deve-se ter muita cautela com aqueles que dizem serem as indulgências do papa aquela inestimável dádiva de Deus através da qual a pessoa é reconciliada com Deus.

34. Pois aquelas graças das indulgências se referem somente às penas de satisfação sacramental, determinadas por seres humanos.

35. Não pregam cristãmente os que ensinam não ser necessária a contrição àqueles que querem resgatar ou adquirir breves confessionais.

36. Qualquer cristão verdadeiramente arrependido tem direito à remissão pela de pena e culpa, mesmo sem carta de indulgência.

37. Qualquer cristão verdadeiro, seja vivo, seja morto, tem participação em todos os bens de Cristo e da Igreja, por dádiva de Deus, mesmo sem carta de indulgência.

38. Mesmo assim, a remissão e participação do papa de forma alguma devem ser desprezadas, porque (como disse) constituem declaração do perdão divino.

39. Até mesmo para os mais doutos teólogos é dificílimo exaltar perante o povo ao mesmo tempo, a liberdade das indulgências e a verdadeira contrição.

40. A verdadeira contrição procura e ama as penas, ao passo que a abundância das indulgências as afrouxa e faz odiá-las, pelo menos dando ocasião para tanto.

41. Deve-se pregar com muita cautela sobre as indulgências apostólicas, para que o povo não as julgue erroneamente como preferíveis às demais boas obras do amor.

42. Deve-se ensinar aos cristãos que não é pensamento do papa que a compra de indulgências possa, de alguma forma, ser comparada com as obras de misericórdia.

43. Deve-se ensinar aos cristãos que, dando ao pobre ou emprestando ao necessitado, procedem melhor do que se comprassem indulgências.

44. Ocorre que através da obra de amor cresce o amor e a pessoa se torna melhor, ao passo que com as indulgências ela não se torna melhor, mas apenas mais livre da pena.

45. Deve-se ensinar aos cristãos que quem vê um carente e o negligencia para gastar com indulgências
obtém para si não as indulgências do papa, mas a ira de Deus.

46. Deve-se ensinar aos cristãos que, se não tiverem bens em abundância, devem conservar o que é necessário para sua casa e de forma alguma desperdiçar dinheiro com indulgência.

47. Deve-se ensinar aos cristãos que a compra de indulgências é livre e não constitui obrigação.

48. Deve-se ensinar aos cristãos que, ao conceder indulgências, o papa, assim como mais necessita, da mesma forma mais deseja uma oração devota a seu favor do que o dinheiro que se está pronto a pagar.

49. Deve-se ensinar aos cristãos que as indulgências do papa são úteis se não depositam sua confiança nelas, porém, extremamente prejudiciais se perdem o temor de Deus por causa delas.

50. Deve-se ensinar aos cristãos que, se o papa soubesse das exações dos pregadores de indulgências, preferiria reduzir a cinzas a Basílica de S. Pedro a edificá-la com a pele, a carne e os ossos de suas ovelhas.

51. Deve-se ensinar aos cristãos que o papa estaria disposto - como é seu dever - a dar do seu dinheiro àqueles muitos de quem alguns pregadores de indulgências extraem ardilosamente o dinheiro, mesmo que para isto fosse necessário vender a Basílica de S. Pedro.

52. Vã é a confiança na salvação por meio de cartas de indulgências, mesmo que o comissário ou até mesmo o próprio papa desse sua alma como garantia pelas mesmas.

53. São inimigos de Cristo e do papa aqueles que, por causa da pregação de indulgências, fazem calar por inteiro a palavra de Deus nas demais igrejas.

54. Ofende-se a palavra de Deus quando, em um mesmo sermão, se dedica tanto ou mais tempo às indulgências do que a ela.

55. A atitude do papa é necessariamente esta: se as indulgências (que são o menos importante) são celebradas com um toque de sino, uma procissão e uma cerimônia, o Evangelho (que é o mais importante) deve ser anunciado com uma centena de sinos, procissões e cerimônias.

56. Os tesouros da Igreja, dos quais o papa concede as indulgências, não são suficientemente mencionados nem conhecidos entre o povo de Cristo.

57. É evidente que eles, certamente, não são de natureza temporal, visto que muitos pregadores não os distribuem tão facilmente, mas apenas os ajuntam.

58. Eles tampouco são os méritos de Cristo e dos santos, pois estes sempre operam, sem o papa, a graça do ser humano interior e a cruz, a morte e o inferno do ser humano exterior.

59. S. Lourenço disse que os pobres da Igreja são os tesouros da mesma, empregando, no entanto, a palavra como era usada em sua época.

60. É sem temeridade que dizemos que as chaves da Igreja, que lhe foram proporcionadas pelo mérito de Cristo, constituem este tesouro.

61. Pois está claro que, para a remissão das penas e dos casos, o poder do papa por si só é suficiente.

62. O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

63. Este tesouro, entretanto, é o mais odiado, e com razão, porque faz com que os primeiros sejam os últimos.

64. Em contrapartida, o tesouro das indulgências é o mais benquisto, e com razão, pois faz dos últimos os primeiros.

65. Por esta razão, os tesouros do Evangelho são as redes com que outrora se pescavam homens possuidores de riquezas.

66. Os tesouros das indulgências, por sua vez, são as redes com que hoje se pesca a riqueza dos homens.

67. As indulgências apregoadas pelos seus vendedores como as maiores graças realmente podem ser entendidas como tal, na medida em que dão boa renda.

68. Entretanto, na verdade, elas são as graças mais ínfimas em comparação com a graça de Deus e a piedade na cruz.

69. Os bispos e curas têm a obrigação de admitir com toda a reverência os comissários de indulgências apostólicas.

70. Têm, porém, a obrigação ainda maior de observar com os dois olhos e atentar com ambos os ouvidos para que esses comissários não preguem os seus próprios sonhos em lugar do que lhes foi incumbidos pelo papa.

71. Seja excomungado e maldito quem falar contra a verdade das indulgências apostólicas.

72. Seja bendito, porém, quem ficar alerta contra a devassidão e licenciosidade das palavras de um pregador de indulgências.

73. Assim como o papa, com razão, fulmina aqueles que, de qualquer forma, procuram defraudar o comércio de indulgências,

74. Muito mais deseja fulminar aqueles que, a pretexto das indulgências, procuram defraudar a santa caridade e verdade.

75. A opinião de que as indulgências papais são tão eficazes a ponto de poderem absolver um homem mesmo que tivesse violentado a mãe de Deus, caso isso fosse possível, é loucura.

76. Afirmamos, pelo contrário, que as indulgências papais não podem anular sequer o menor dos pecados veniais no que se refere à sua culpa.

77. A afirmação de que nem mesmo S. Pedro, caso fosse o papa atualmente, poderia conceder maiores graças é blasfêmia contra São Pedro e o papa.

78. Afirmamos, ao contrário, que também este, assim como qualquer papa, tem graças maiores, quais sejam, o Evangelho, os poderes, os dons de curar, etc., como está escrito em 1 Co 12.

79. É blasfêmia dizer que a cruz com as armas do papa, insignemente erguida, equivale à cruz de Cristo.

80. Terão que prestar contas os bispos, curas e teólogos que permitem que semelhantes conversas sejam difundidas entre o povo.

81. Essa licenciosa pregação de indulgências faz com que não seja fácil, nem para os homens doutos, defender a dignidade do papa contra calúnias ou perguntas, sem dúvida argutas, dos leigos.

82. Por exemplo: por que o papa não evacua o purgatório por causa do santíssimo amor e da extrema necessidade das almas - o que seria a mais justa de todas as causas -, se redime um número infinito de almas por causa do funestíssimo dinheiro para a construção da basílica - que é uma causa tão insignificante?

83. Do mesmo modo: por que se mantêm as exéquias e os aniversários dos falecidos e por que ele não restitui ou permite que se recebam de volta as doações efetuadas em favor deles, visto que já não é justo orar pelos redimidos?

84. Do mesmo modo: que nova piedade de Deus e do papa é essa: por causa do dinheiro, permitem ao ímpio e inimigo redimir uma alma piedosa e amiga de Deus, porém não a redimem por causa da necessidade da mesma alma piedosa e dileta, por amor gratuito?

85. Do mesmo modo: por que os cânones penitenciais - de fato e por desuso já há muito revogados e mortos - ainda assim são redimidos com dinheiro, pela concessão de indulgências, como se ainda estivessem em pleno vigor?

86. Do mesmo modo: por que o papa, cuja fortuna hoje é maior do que a dos mais ricos Crassos, não constrói com seu próprio dinheiro ao menos esta uma basílica de São Pedro, ao invés de fazê-lo com o dinheiro dos pobres fiéis?

87. Do mesmo modo: o que é que o papa perdoa e concede àqueles que, pela contrição perfeita, têm direito à remissão e participação plenária?

88. Do mesmo modo: que benefício maior se poderia proporcionar à Igreja do que se o papa, assim como agora o faz uma vez, da mesma forma concedesse essas remissões e participações 100 vezes ao dia a qualquer dos fiéis?

89. Já que, com as indulgências, o papa procura mais a salvação das almas do o dinheiro, por que suspende as cartas e indulgências outrora já concedidas, se são igualmente eficazes?

90. Reprimir esses argumentos muito perspicazes dos leigos somente pela força, sem refutá-los apresentando razões, significa expor a Igreja e o papa à zombaria dos inimigos e desgraçar os cristãos.

91. Se, portanto, as indulgências fossem pregadas em conformidade com o espírito e a opinião do papa, todas essas objeções poderiam ser facilmente respondidas e nem mesmo teriam surgido.

92. Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: "Paz, paz!" sem que haja paz!

93. Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: "Cruz! Cruz!" sem que haja cruz!

94. Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno;

95. e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.

[1517 A.D.]

MISSÕES - JANELA 10/40

JANELA 10/40 (Evangelismo)  Segue-se abaixo algumas informações sobre o mundo atual. Essas informações servirão como um ponto de partida para você que está começando a se envolver com missões. Creio também que poderá lhe ajudar a ter uma visão maior do Reino de Deus, que não está limitado àquilo que vemos e sentimos. A visão de Deus é Universal. Para entendê-la melhor é necessário conhecer a necessidade do mundo, pois Jesus veio para salvar o que se havia perdido. Então, o que está perdido e o que precisa ser encontrado? O que precisamos fazer para mudar esse triste quadro? Que quadro? O mundo atual. Pense reflexivamente sobre isso.
É a região entre o Atlântico e o Pacífico, e entre os paralelos 10 e 40 de latitude norte, onde vive a maior população mundial com menos oportunidade de ouvir o evangelho.
Os países são: - ÍNDIA Evangélicos 1% - MAURITÂNIA Evangelicos 0 % - SUDÃO Evangélicos 3% - AFEGANISTÃO Evangélicos 0,02% - JAPÃO Evangélicos 3% - GUINÉ-BISSAU Evangélicos 1,2% - KUWEIT Evangélicos 0,5 % - BANGLADESH Evangélicos 0,2 % - BUTÃO Evangélicos 0,03 % - ARÁBIA SAUDITA Evangélicos 0,007% - GUINÉ Evangélicos 0,75 % - TAILÂNDIA Evangélicos 0,3 % - NIGER Evangélicos 0,1 % - KIRGHIZISTÃO Evangélicos 0,003 % - IRÃ Evangélicos 0,05 % - BUKINA-FASO Evangélicos 3 % - MALI Evangélicos 0,9 % - AZERBAIDJÃO Evangélicos 0,003 % - BENIM Evangélicos 2 % - INDONÉSIA Evangélicos 6 % - LAOS Evangélicos 1,9 % - SAARA OCIDENTAL Evangélicos 0% - EGITO Evangélicos 0,8 % - UZBKISTÃO Evangélicos 0,001 % - NEPAL Evangélicos 0,5 % - EMIRADOS ARABES Evangélicos 0,7 % - ALBÂNIA Evangélicos 5 % - MARROCOS Evangélicos 0,01 % - IRAQUE Evangélicos 0,5 % - SRI LANCA Evangélicos 0,9 % - ISRAEL Evangélicos 0,35 % - TADJIKISTÃO Evangélicos 0,001 % - CHINA Evangélicos 4 % - DJIBUTI Evangélicos 0,03 % - LEMEN Evangélicos 0,01 % - VIETNÃ Evangélicos 0,6 % - FORMOSA Evangélicos 3 % - BAHREIN Evangélicos 1,5 % - BRUNEI Evangélicos 0,06 % - LÍBANO Evangélicos 4,3 % - CATAR Evangélicos 0,007 % - TURKOMENISTÃO Evangélicos 0,001 % - ETIOPIA Evangélicos 10 % - BISMÂNIA Evangélicos 4% - TIBET Evangélicos 0,02 % - ARGÉLIA Evangélicos 0,01 % -LÏBIA Evangélicos 0,1 % - MALÁSIA Evangélicos 2 % - OMÃN Evangélicos 0,1 % - CAZAQUISTÃO Evangélicos 0,004 % - TUNÍSIA Evangélicos 0,001 % - CAMBOJA Evangélicos 0,05 % - TURQUIA Evangélicos 0,03 % - COREIA DO NORTE Evangélicos 0,5 % - SOMÁLIA Evangélicos 0,01 % - PAQUISTÃO Evangélicos 0,5 % - NIGÉRIA Evangélicos 17 % - MALDIVAS Evangélicos 0,1 % - JORDÂNIA Evangélicos 0,4 % - SENEGAL Evangélicos 0,1 % - SIRIA Evangélicos 0,1 % - MONGÓLIA Evangélicos 0,1 %.

Creio que a busca de recursos e estratégias para alcançar os países da Janela 10/40 seja um dos assuntos mais abordados pelas igrejas, agências missionárias e organizações que se interessam em fazer parte da grande comissão.
Chamamos essa região de Janela 10/40, porque está localizada entre os paralelos 10/40 do globo terrestre, um espaço comparado a uma janela retangular, que se estende desde o oeste da África até o leste da Ásia. Os países dessa região são considerados o “Cinturão da Resistência”, ou seja, um número expressivo de povos não alcançados pelo evangelho. Ao todo são 62 países localizados na Janela 10/40. O maior desafio missionário dos últimos tempos. Para você que está iniciando um departamento missionário em sua igreja é necessário conhecer um pouco dessa realidade.

É justamente nessa região onde acontece o maior número de guerras e tragédias no mundo. Lá também, está o maior índice de analfabetismo e mortalidade infantil. Ali está o berço do mundo, onde há três religiões que crescem muito: Budismo, Islamismo e Hinduísmo.
Por isso, estarei focalizando, no último capítulo deste livro, as necessidades dos países da Janela 10/40, com algumas estatísticas recentes sobre o número de cristãos, índice de analfabetismo, mortalidade infantil, renda per capita e outras. A fim de que você possa conhecer um pouco da realidade do mundo atual e através dessas informações mobilizar sua igreja para orar mais detalhadamente por esses países.

As três religiões da Janela 10/40

Budismo, Islamismo e Hinduísmo são as três religiões que mais crescem nesses países. Religiões que anualmente têm matado milhares de pessoas e adeptos, por causa das facções existentes entre eles mesmos e da perseguição causada contra os cristãos residentes nessas áreas de risco. Ali ter a liberdade de expressão e adorar ao Deus verdadeiro é quase uma blasfêmia contra as ideologias pregadas pelos líderes dessas religiões. Vejamos abaixo um pouco sobre os fundamentos dessas religiões.

Budismo
Foi fundado na Índia, por volta do século VI a.C. por um pregador chamado Buda. Em várias épocas, o budismo tem sido a força religiosa, cultural e social dominante na maior parte da Ásia, especialmente na Índia, na China, no Japão, na Coréia, no Vietnã e no Tibet. Em cada região, o budismo combinou-se com elementos de outras religiões, como o hinduísmo e o xintoísmo. Atualmente, o budismo tem cerca de 613 milhões de adeptos no mundo. A maior parte deles vive em Sri-Lanka, nas nações do interior do Sudeste da Ásia e no Japão.

As Crenças do Budismo
Todos os budistas têm fé em:

1 - Buda;
2 - Em seus ensinamentos, chamados de “Darma”;
3 - Na comunidade religiosa que ele fundou, chamada “Sanga”.
Os budistas chamam Buda, Darma e Sanga de os Três Refúgios ou as Três Jóias.
BUDA- Nasceu por volta de 563 a.C. no Sul do Nepal. Seu nome verdadeiro era Sidarta Gautama. Era membro de uma rica e poderosa família real. Com cerca de 29 anos, Gautama convenceu-se de que a vida estava cheia de sofrimento e tristeza. Essa convicção o levou a abandonar a esposa e o filho recém-nascido, e procurar a iluminação religiosa como monge viajante. Depois de percorrer o nordeste da Índia por aproximadamente seis anos, Guatama teve a iluminação. Ele acreditou ter descoberto a causa de a vida estar cheia de sofrimento e como o homem poderia escapar dessa existência infeliz. Após outras pessoas terem tomado conhecimento de sua descoberta, passaram a chamá-lo de Buda, que significa "o iluminado".

Islamismo
A palavra Islamismo significa submissão a Deus, e muçulmano é aquele que segue as leis islâmicas. A revelação do islamismo foi dada a Maomé, que é reverenciado pelos muçulmanos como o maior profeta. Maomé não é apenas um nome, mas um título - “Aquele que é adorado”.

A vida de Maomé
Maomé nasceu em 570 d.C., em Meca, uma cidade da Arábia. Seu pai morreu antes do seu nascimento. Era membro do clã Hashim e de uma poderosa tribo Quraysh. A mãe de Maomé morreu quando ele tinha apenas seis anos de idade. Maomé foi viver com o avô, que era guardião de Ka’aba. Tristemente, dois anos depois, seu avô também morreu e desde a idade de 8 anos Maomé foi criado por seu tio, Abul Talib, que era um mercador nas rotas de camelos mercantes.

Cresceu durante uma época de insegurança econômica e descontentamento com as diferenças entre os muito ricos e os pobres. A adoração a deuses pagãos era muito comum na Arábia. Estima-se que existiam cerca de 360 deuses a serem aplacados, com mais de 124.000 profetas conhecidos. Consta nos arquivos da história muçulmana que, desde menino, Maomé detestava a adoração aos ídolos e que levava uma vida moral pura.
Maomé foi empregado por Khadija, uma rica viúva, para administrar a caravana mercante. Ficou conhecido como “Al-Amin” , o “Digno de Confiança”, e foi um proeminente membro da associação mercante de Meca.
Aos 25 anos casou-se com Khadija com quem teve 6 filhos; todos morreram, menos a filha caçula - Fátima. Maomé e Kahadija ficaram casados 25 anos. Mais tarde, depois da morte de Khadija, Maomé aprovou a poligamia e casou-se com várias mulheres.

Aos 40 anos, ficou muito preocupado com a situação de seus compatriotas e gastou muito de seu tempo em meditação sobre assuntos religiosos. Durante sua vida, Maomé conheceu muitos cristãos, sacerdotes e judeus. Muitas vezes, buscou conselho de um monge jacobino que lhe ensinou vários aspectos dos costumes religiosos judaicos.
Durante o mês de Ramadam, Maomé retirava-se para uma caverna na encosta do Monte Hira, a três milhas de Meca. Foi durante uma dessas ocasiões, que ele começou a receber revelações e instruções que acreditava serem do arcanjo Gabriel. Estes escritos formam a base do Alcorão.
Junto com o Alcorão, há o livro de Hadiths. Nele contém os ensinos de Maomé, e é tão importante quanto o Alcorão em todas as áreas da vida do muçulmano.

Maomé declarou que o Alcorão era a revelação final e superior do único e supremo Deus. Proibiu a adoração aos ídolos e ensinou que a vida do muçulmano deve ser completamente submissa a Alá, com abluções rituais antes das cinco orações diárias, voltados para Meca. A sexta-feira tornou-se o dia separado para adoração conjunta na mesquita.

O Hinduísmo
A origem do hinduísmo se encontra num sincretismo que vem a ser um confronto entre o hinduísmo e o islamismo, e inaugura uma nova fase no desenvolvimento religioso na Índia. É resultante de tentativas de fusão das religiões dominantes, trazidas para a Índia há mais de três mil anos, por povos cuja origem é incerta e cujas crenças já existiam.
O hinduísmo prega a existência de um número imenso de deuses, embora considere Brama o primeiro grande deus, de onde provêm outros milhares de deuses. Quanto à origem dos seres e do próprio Brama, segundo o ensinamento do hinduísmo, havia antes um mundo submerso na escuridão; sem atributos, imperceptível ao raciocínio, não revelado e como que entregue inteiramente ao sono. Além de Brama existem Sirva e Vishnu, os quais formam a trindade hindu.

No hinduísmo, a natureza dos deuses é muito variável, isto é, determinado deus pode ser bondoso ou favorável numa circunstância e violento e cruel em outra. Vishnu é tido como conservador e Sirva como destruidor, podendo ambos tomar formas diferentes e terríveis. Em relação aos animais, as crenças hinduístas são complexas: a vaca sem exceção das diferentes seitas, é considerada sagrada, não pode ser morta nem comida. O rato, por exemplo, é considerado deus e come comida suficiente para alimentar toda a população do Canadá.

Até o começo deste século, alguns ramos do hinduísmo ofereciam aos deuses sacrifícios humanos.

Viver é sofrer - Sentimento idêntico ao do budismo - e deixar de viver é alcançar a paz eterna do nirvana, contínuo renascer; para muitos hinduístas há uma lei fatal, a lei do Karma ( destino ). Hoje existem cerca de 716 milhões de hindus no mundo e eles possuem estratégias como: meditação transcendental, yoga, pensamento nova era e krishna.
Diante dessa tão triste realidade, cabe a nós como igreja nos levantarmos para fazer algo por tanta gente que tem vivido debaixo do jugo de satanás através das religiões, que não seguem o termo original da palavra: religar. Mas ao contrário disso, distancia a raça humana de Deus. Como igreja temos a função restauradora de trazer de volta o relacionamento do homem com Deus. Para isso, precisamos saber como se encontra o homem e como podemos nos posicionar, levantar e fazer um trabalho de adoção daqueles que são órfãos espirituais, ou melhor, daqueles que precisam conhecer o verdadeiro amor de Deus.
ESTUDO BÍBLICO SOBRE A IDOLATRIA

Você possui imagens, amuletos, anjos, estatuetas, ou até mesmo uma cruz? Conheça a verdade das Sagradas Escrituras sobre a idolatria, e liberte-se definitivamente dessas coisas que são abomináveis ao Senhor Deus, pois somente “Ele” é digno de adoração, honra e glória.

AS IMAGENS, ÍDOLOS FEITOS POR MÃOS DE HOMENS - Salmos 115. 2 a 8, diz: Porque diriam as nações: Onde está o seu Deus? Mas o nosso Deus está nos céus: faz tudo como lhe apraz.

Os ídolos deles são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Tem boca, mas não falam, tem olhos, mas não vêem: Tem ouvidos, mas não ouve, nariz tem, mas não cheiram. Tem mãos, mas não apalpam, tem pés, mas não andam; som algum sai da sua garganta. Tornam-se semelhantes a eles os que os fazem, e todos quantos neles confiam.

Neste texto, a palavra revela como são os ídolos feitos por mãos de homens, com os seus membros e órgãos, porém sem vida. E no versículo 8, a palavra afirma que tornam-se semelhantes a eles tanto os que os fazem, quanto os que neles confiam, ou seja, os idólatras estão mortos diante do Deus Altíssimo.

Isaias 40.18, 19, 25 - A quem, pois farei semelhante a Deus: ou com quem o comparareis? O artífice grava a imagem, e o ourives a cobre de ouro, e cadeias de pratas funde para ela.

O empobrecido que não pode oferecer tanto, escolhe a madeira que não se corrompe: artífice sábio busca para gravar uma imagem que não se pode mover. A quem, pois me fazeis semelhantes, para que lhe seja semelhante? Diz o Santo.

Ao contrário do que muitos crêem, os ídolos (imagens feita por mãos de homens) não podem interceder por ninguém junto a Deus, mesmo aqueles que fizeram-se jus serem santos, repousam debaixo do trono de Deus, já justificados, aguardando que seja completado o número de seus conservos, dos que hão de morrer pelo nome do Senhor Jesus Cristo. Vejamos:

Apocalipse 6.9 – 11 - E havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor a palavra de Deus e por amor ao testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: ó verdadeiro e Santo Dominador, por que não julgas e não vingam o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?

E foram dadas a cada um compridas vestes brancas, e foi-lhes dito que repousassem um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram.

Isaias 45.20 - Congregai-vos e vinde; chegai-vos juntos, vós que escapastes das nações; nada sabem os que conduzem em procissão as suas imagens de escultura, feitas por mãos de homens, e rogam a um deus que não pode salvar.

Isaias 42.8 – Eu sou o Senhor, este é o meu nome, a minha glória, pois a outrem não darei, nem o meu louvar as imagens de esculturas.

IDOLATRIA REPROVADA POR DEUS - Quando o Senhor Deus deu a Moisés a pedra com os Dez Mandamentos, uma das maiores preocupações do Senhor com o seu povo, foi exatamente sobre o pecado da idolatria, tanto que exortou com veemência:

Êxodo 20.4, 5 - Não fará para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma , do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas embaixo da terra. Não as adorarás, nem as darás culto: Eu sou o Senhor teu Deus,...

É mandamento, assim como matar, roubar, prostituir, etc., não podemos de maneira alguma fazer qualquer tipo reverência ou adoração a ídolos (imagens feitas por mãos de homens), devemos sim adorar e servir ao único e verdadeiro Deus em espírito e em verdade.

Alguns dizem que não idolatram a imagem, mas tem-na em memória, como um parente por exemplo, que se foi e conserva-se sua fotografia. Quem diz esse absurdo está confessando que é idólatra, pois somente Deus é digno de adoração. Vamos meditar:

João 4.23, 24, disse Jesus: Mas a hora vem, e a hora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é espírito, e importa que os que o adoram, os verdadeiros adoradores, o adorem em espírito e em verdade, Jesus simplificou tudo.

Vejam que Cristo manda que adoremos somente o Pai, em espírito e em verdade, e não adorar imagens, figuras, estatua e outras invenções e fabricações de mãos de homens.

No livro de Apocalipse, revelado a João, diz que qualquer que praticar atos abomináveis ao Senhor, ficará fora do Reino de Deus, das quais faz parte a idolatria:

Apocalipse 22.15 –Ficaram de fora os cães, os feiticeiros, os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.

I Coríntios 6.9, 10 - Não sabeis que os injustos não hão de herdar o Reino de Deus? Não erreis, nem devassos, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem os ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus.

Mateus 10.37 – Disse Jesus: Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim, não é digno de mim; ou quem ama mais o filho ou a filha mais do que a mim, não é digno de mim.

I Coríntios 10.14 – 21 - Meus amados, fugi da idolatria. Falo como a entendido, julgais vós mesmo o que eu digo. Porventura o cálice benção, que abençoamos, não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos, não é por ventura a comunhão do Corpo de Cristo? Porque nós sendo muitos, somos um só pão e um só corpo: porque todos participamos do mesmo pão.Vede a Israel segundo a carne: os que comem sacrifícios não são porventura participantes do altar?

Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrifício ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios: não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.

Portanto irmãos, quando se acende uma vela, ou pede para outro ser, interceder junto a Deus, isto está sendo feito há ídolos, ou melhor a demônios, como diz o texto sagrado. Devemos buscar a Deus inteiramente, sem colocar barreiras entre homem e Deus, porque tudo que for colocado entre o homem e Deus constitui-se em idolatria.

O ÚNICO E VERDADEIRO MEDIADOR - Disse Jesus: João 14.6 - Eu sou o Caminho, e a Verdade, e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim.

Jesus afirma que “Ele” é o único caminho que conduz ao Pai, somente em seu nome podemos nos dirigir ao misericordioso Senhor Deus.

Hebreus 12.24 Jesus Cristo é o mediador duma Nova Aliança pela aspersão do seu sangue inocente na cruz. Portanto, quando nos dirigirmos a Deus devemos fazer sempre em nome do Senhor Jesus, não é no nome de nenhum outro ser, pois assim está escrito:

João 14.13 – Disse Jesus: E tudo quanto pedirdes ao meu Pai em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no filho.

Na ocasião que o apóstolo João recebeu a revelação do Apocalipse, ele prostrou-se diante do anjo que havia lhe revelado para adorá-lo e foi repreendido:

Apocalipse 22.8, 9 - Eu sou João quem viu e ouviu estás coisas. E quando vi e ouvi, prostrei-me diante dos pés de um anjo que me mostrou está coisas, para adorá-lo: Então ele disse: Vê, não faça isso, eu sou teu conservo, e dos teus irmãos, dos profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus.

Na carta aos Hebreus 1.1 a 5, diz: “Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.

O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas, pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas; Feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto mais excelente nome do que eles. Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho? "

QUEM FOI MARIA? - Maria foi a privilegiada, mulher reta aos olhos de Deus, a mais bem preparada espiritualmente, e por isso foi agraciada para receber o Espírito Santo do Senhor, ser concebida e dar a luz ao Filho de Deus, o Salvador da humanidade.

Lucas 1.28 - E entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve agraciada: O Senhor é contigo, bendita és tu entes as mulheres. Deus a escolheu entre todas as mulheres, por isso o anjo lhe disse, Salve agraciada. Deus a contemplou por sua obediência, pelo seu temor e por sua fidelidade.

No livro de Lucas 2.41 s 51, como era de costume, Maria e José, levaram Jesus à festa da Páscoa em Jerusalém, e com doze anos durante a festa, Jesus desapareceu por três dias e quando encontrado por seus pais:...Maria disse: Filho porque fizeste isto assim para conosco? Eis que teu pai e eu, ansiosos, te procurávamos. Ele lhes respondeu: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?

Em outras palavras, Jesus disse-lhes que não precisavam ter se preocupados, pois veio a terra para fazer somente a vontade do Deus Pai.

João 2.3, 4 - Nas bodas de Caná na Galiléia, havia acabado o vinho, e Maria dirigiu-se a Jesus e disse: Eles não tem mais vinho. Mas Jesus disse: Mulher, que tenho Eu contigo?

Jesus acautelou Maria e deixou bem claro, que apesar dela ser a mulher que o desenvolveu em seu ventre, ela não tinha e não tem nenhum poder de intercessão junto a Jesus, porque Ele só se reverenciava ao Pai, e aqui declarou abertamente que o seu vínculo era e é somente com o Deus Pai, e para não deixar nenhum exemplo de obediência a Maria, para não abrir um precedente de idolatria.

Jesus nos revelou também que sua mãe e seus irmãos, são todos aqueles que fazem a vontade do Deus Pai:

Marco 3.31 a 35 - Chegaram então seus irmãos e sua mãe, e estando de fora mandaram-no chamar. E a multidão estava assentada ao redor dele, e lhe disseram: Eis que sua mãe e seus irmãos te procuram, e estão lá fora. E Ele lhes respondeu dizendo: Quem é a minha mãe e meus irmãos?

E olhando ao redor para os que estavam assentados junto dele disse: Eis minha mãe e meus irmãos. Portanto qualquer que fizer a vontade de Deus esse é meu irmão, e minha irmã, e minha mãe.

Lucas 11.27 e 28 - E aconteceu que dizendo “Ele” estas coisas, uma mulher entre a multidão levantando a voz, lhe disse:

Bem-aventurado é o ventre que te trouxeste e os peitos que te amamentaste. Mas Jesus disse: Antes bem-aventurados os que ouvem as palavras de Deus e as guardam.

No momento em que aquela mulher exclamou essas palavras, reverenciou e adorou a Maria, porem, foi por Jesus Cristo repreendida, somente Deus é digno de adoração, honra e glória.

Podemos observar também que apesar do respeito que o Senhor Jesus Cristo tinha por Maria, pois era sem pecado, em nenhum momento, dentro do Evangelho, Jesus Cristo deu o tratamento de mãe para Maria, “Ele” sempre a tratava por “mulher”.

MARIA É SANTA, PODERÁ INTERCER POR NÓS? - Muitos católicos, imaginam que os crentes tem Maria e os demais apóstolos e discípulos de Cristo que são chamados de santos, como inimigos, o que não é verdade.

Maria é santa? Claro que sim, disso não se tenha a menor dúvida, como também são santos Pedro, João, Estevão e todos os que se converteram e receberam a Cristo como seu suficiente Salvador. O Senhor disse: “Sede Santo porque eu sou Santo”, e aquele que não se santificar, não herdará o reino do céu.

Maria e os demais santos poderão interceder por nós? Não, não podem porque a palavra do Senhor na Carta a I Timóteo 2.5 diz: Há um só mediador entre Deus e o homem. Portanto, há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem.

Existe uma máxima entre os católicos que diz: PEDE A MÃE QUE O FILHO ATENDE. Isso não é verdade, porque o próprio Senhor Jesus disse que devemos nos dirigir a Deus somente pelo seu nome:

Evangelho de João 14.13, 14 _ E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.

João 16.23 – Disse Jesus: Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, Ele vo-lo há de dar.

Na 1ª Carta Universal do Apóstolo João Capítulo 2.1 diz: Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo.

Portanto amados, estas palavras são do próprio Senhor Jesus que nos dá a certeza que somente Ele conduzirá as nossas petições diante do trono de Glórias do Pai. Não há uma só referência bíblica que diz que Maria ou qualquer outro ser poderá interceder junto a Deus por nós. Foi Cristo quem deu o seu sangue na cruz para nos remir dos pecados.

QUEM É JESUS, DE ONDE VEIO E PARA ONDE FOI? - Disse Jesus: João 10.30 - Eu e o Pai somos um.

João 16:5 e 28 – Saí do Pai e vim ao mundo; outra vez, deixo o mundo e vou para o Pai. E, agora, vou para aquele que me enviou.

João 17:11 - Eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós.

João 17:22 - Eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um.

O Senhor Jesus testifica que veio do Pai e para Ele voltou. Disse ainda: Eu e o Pai somos um, o que confirma o encerramento do vínculo do Senhor Jesus com Maria, porque se Deus e Cristo é somente um, onde está a participação de Maria?

A participação de Maria na vida de Jesus foi somente ao desenvolvimento da parte carnal de Jesus em seu ventre (Cristo foi gerado pelo Espírito Santo), porem, Cristo ressuscitou com um corpo Espiritual, Glorificado, do qual Maria já não tinha mais nenhum participação, porque Cristo ressuscitou pelo poder de Deus.

João 19.25-30 – E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria de Cleofas, e Maria Madalena.

Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e o discípulo a quem “Ele” mais amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí a tua mãe. E desde àquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.

Nestas últimas palavras de Jesus estando na cruz, “Ele” evidenciou que o seu vínculo com Maria havia encerrado, porque a parte humana, o corpo biológico de Jesus Cristo o qual Maria havia desenvolvido no seu ventre, havia sido morto em sacrifício vivo para remissão dos pecados de muitos. Porém, o Espírito que veio de Deus Pai, permanece vivo porque Jesus Cristo ressuscitou com um corpo glorificado, o qual Maria não tinha mais nenhum vínculo. “Ele” foi elevado ao céu e está sentado a direita do Pai e pelos pecadores intercede.

Jesus disse ainda a aquele discípulo a quem Ele mais amava que ele seria o filho de Maria, e ela a sua mãe, isto porque ambos eram humanos, carnais; mas Jesus Cristo é Espírito, e o carnal não pode sobrepor o espiritual.

João 3.6 – Disse Jesus: O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é espírito. Apesar de Maria ter desenvolvido a parte material de Jesus no seu ventre, Ele foi gerado pelo Espírito santo, pela virtude do Altíssimo (Lucas 1.35). E o anjo de Deus ainda recomendou a Maria, o Santo que de ti há de nascer, será chamado “Filho de Deus”.

O Senhor Jesus teve a preocupação de não deixar Maria desamparada, encarregou de cuidá-la a pessoa da sua maior confiança, o apóstolo a quem “Ele” mais amava. Criou entre eles o maior vínculo de amor fraterno entre os seres humanos, a relação mais harmoniosa, o amor maternal, para conforto de ambos.

Lucas 7:28, disse Jesus: E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João Batista; mas o menor no Reino de Deus é maior do que ele.

Jesus, referindo-se a aquele que veio lhe preparar o caminho, disse que entre os nascidos de mulheres, não houve maior profeta do que João Batista. A palavra do Senhor Jesus é absoluta, radical e invariável, gostaríamos que observassem a profundidade desta palavra de Jesus: Ele rejeitou aqui qualquer vínculo com Maria, escusando assim qualquer influência dela na sua existência, atribuindo a João Batista, o homem mais perfeito entre os nascido de mulher, porque Ele veio de Deus Pai e para lá voltou.
Conheça os escândalos mais recentes na Igreja Católica em vários países


Acusações de abuso sexual por padres surgiram neste mês em EUA, Alemanha e Irlanda.

Da BBC

A denúncia de mais um caso de abuso sexual de menores por padres da Igreja Católica - desta vez nos Estados Unidos - contribuiu para aumentar a pressão sobre o papa Bento XVI.

Aqui, um resumo dos escândalos mais recentes em vários países.

EUA
Na quinta-feira, o jornal "New York Times" trouxe a notícia de que, em 1996, o cardeal Joseph Ratzinger, que veio a se tornar o papa Bento XVI em 2005, não respondeu a cartas vindas de clérigos americanos acusando um padre do Estado do Winsconsin de abusar sexualmente de menores.
O padre Lawrence Murphy, que morreu em 1998, é suspeito de ter abusado de até 200 meninos em uma escola para surdos entre 1950 e 1974.

Uma das supostas vítimas disse à BBC que o papa sabia das acusações há anos, mas não tomou nenhuma atitude.


Nas duas últimas décadas, a Igreja Católica dos Estados Unidos - principalmente a Arquidiocese de Boston - esteve envolvida em uma série de escândalos de abuso sexual infantil.


Um dos que mais chocou a população veio à tona há alguns anos, quando foi revelado que dois padres de Boston, Paul Shanley e John Geoghan, estavam envolvidos em casos de abuso nos anos 90 e foram supostamente acobertados por líderes da Igreja, que os transferiam de paróquia em paróquia.


Em 2002, o então papa João Paulo II convocou uma reunião de emergência com cardeais americanos, mas novos escândalos surgiram.

O arcebispo Bernard Law acabou renunciando ao posto no fim daquele ano, e, em 2003, a Arquidiocese de Boston concordou em pagar US$ 85 milhões depois de receber mais de 500 processos por abuso e omissão.


Um relatório encomendado pela Igreja em 2004 concluiu que mais de 4 mil padres americanos enfrentaram acusações de abuso sexual nos últimos 50 anos, em casos envolvendo mais de 10 mil crianças - principalmente meninos.


Em 2008, em uma visita aos Estados Unidos, Bento 16 se encontrou com vítimas dos abusos e falou "da dor e dos danos" provocados.

Alemanha
Desde o início de 2010, pelo menos 300 pessoas acusaram padres católicos da Alemanha de abuso sexual ou físico.
As alegações estão sendo investigadas em 18 das 27 dioceses da Igreja Católica no país natal do papa Bento XVI.
Entre as acusações, está o abuso de mais de 170 crianças por padres em escolas jesuítas, além de casos dentro de um coral de meninos dirigido durante 30 anos pelo monsenhor Georg Ratzinger, irmão do papa.

Em março, o padre Peter Hullermann, que foi condenado por molestar crianças quando servia na Arquidiocese de Munique e Freising, foi suspenso de suas funções após violar uma proibição de trabalhar com menores.

No último dia 22, a diocese de Regensburg confirmou novas acusações contra quatro padres e duas freiras, em casos que teriam ocorrido nos anos 70.
O governo alemão anunciou em seguida que vai formar uma comissão de especialistas para investigar todas as acusações.

Irlanda
No ano passado, dois documentos que examinaram acusações de pedofilia entre clérigos irlandeses relevaram a profundidade do problema no país, com casos de abuso, acobertamentos e falhas hierárquicas envolvendo milhares de vítimas durante várias décadas.
Um dos documentos mostrou que quatro arcebispos de Dublin fizeram vista grossa para casos de abuso ocorridos entre 1975 e 2004.
Quatro bispos renunciaram e toda a hierarquia da Igreja irlandesa foi convocada ao Vaticano para depor pessoalmente diante do papa Bento XVI.


Em meio a isso, um novo escândalo veio à tona neste mês de março com a informação de que o chefe da Igreja Católica Irlandesa, cardeal Sean Brady, estava presente em reuniões realizadas em 1975, quando crianças fizeram um voto de silêncio sobre reclamações contra um padre pedófilo, Brendan Smyth.
Dias depois, em 20 de março, o papa Bento 16 se desculpou a vítimas de abuso sexual por clérigos da Irlanda, mas não mencionou denúncias em outros países.

Holanda
Ainda neste mês de março, bispos da Holanda pediram uma investigação independente diante de mais de 200 acusações de abuso sexual de crianças por padres, além de três casos ocorridos entre 1950 e 1970.
Inicialmente, as acusações envolviam a escola do mosteiro de Don Rua, no leste da Holanda.
O escândalo fez surgir dezenas de novas alegações de supostas vítimas em outras instituições do país.

Itália
Em janeiro de 2009, vários homens deficientes auditivos vieram a público para dizer que foram abusados quando eram crianças no Instituto para Surdos Antonio Provolo, na cidade de Verona, entre 1950 e 1980.
No fim do ano passado, a agência de notícias Associated Press obteve uma declaração por escrito de 67 ex-alunos da escola nomeando 24 padres e outros religiosos a quem acusavam de abuso sexual, pedofilia e castigos físicos.
A diocese de Verona disse que pretendia entrevistar as vítimas, depois de uma solicitação do Vaticano.

Áustria
Acusações independentes de abuso sexual infantil por padres surgiram em várias regiões do país.
Após um dos escândalos, cinco padres de um mosteiro em Kremsmuesnter foram suspensos.
Em Salzburgo, o chefe de um mosteiro local renunciou ao cargo após confessar ter abusado de um menino há 40 anos, quando ele era monge.

Suíça
Uma comissão formada pela Conferência dos Bispos da Suíça em 2002 vem investigando acusações de abuso envolvendo religiosos do país.
Este mês, um membro da comissão, o abade Martin Werlen, disse em uma entrevista que cerca de 60 pessoas fizeram acusações sobre casos que teriam ocorrido nos últimos 15 anos.
Um padre do cantão de Thurgau foi preso no último dia 19 sob suspeita de abuso sexual de menores.

quinta-feira, 25 de março de 2010

 Domingo, 21 de março de 2010                        ANIVERSÁRIO DA ASSEMBLEIA DE DEUS                         
MINISTÉRIO DO BELÉM EM SANTOS-SP


Preletor Pastor Altair Germano, (Abreu e Lima -PE)
Ministrando a Palavra de Deus no
culto comemorativo de mais um aniversário da

Assembleia de Deus em Santos.
Rua: Siqueira Campos 161 - Macuco - Santos / SP
Presidente pastor Jesiel Padilha
Dia: 21 de março às 19:30 hs


Que Deus abençoe esta Igreja e Ministério

1ª Conferência de Educação Teológica, aconteceu aqui em Santos !

CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO TEOLÓGICA (CGADB/CPAD)

 1ª Conferência de Educação Teológica: Encontro de Diretores, Professores e Estudantes de Teologia, organizada pelo Conselho de Educação e Cultura da CGADB, com o apoio do Conselho de Doutrina, Comissão de Apologética e da CPAD.


O evento foi realizado na Assembleia de Deus em Santos-SP, liderada pelo pastor Jesiel Padilha, no período de 19 a 21 de Março de 2010.

        A presença de diretores, professores e alunos de instituições de ensino teológico com temas de fundamental importância, tendo em vista os temas que serão abordados nas plenárias:



- Legislação do Ensino Teológico no Brasil
(Pr. Dr. Douglas Roberto, Presidente do CEC-CGADB)
Serão tratados assuntos relacionados às mudanças ocorridas na legislação brasileira relacionadas ao curso de teologia. Credenciamento de instituições, autorização e reconhecimento de cursos, integralização de créditos e o uso do título de "bacharel", "mestre" e doutor" em cursos livres serão também tratados.

Estará presente o Dr. Paulo Wollinger (Diretor de Regulação e Supervisão do Ministério da Educação-MEC) para tirar as dúvidas dos participantes.


-  Princípios Teológicos da Reforma Protestante
(Pr. Me. Altair Germano, Vice-Presidente do CEC-CGADB)
Quais foram os antecedentes históricos e as causas da Reforma Protestante? De que maneira em nossos dias, os erros do cristianismo medieval se repetem? Qual o papel das instituições de ensino teológico e dos teólogos na reafirmação dos princípios da Reforma? Estas questões serão ponderadas, juntamente com uma análise sobre a Declaração de Cambridge (Massachusetts, abril de 1996).


 - Pressupostos Hermêuticos da Teologia Contemporânea
 (Pr. Esdras Bentho, Escritor CPAD)

Alguns centros de educação teológica estão substituindo a Hermenêutica bíblica pela Hermenêutica filosófica. Outros, pensando ser desnecessário, não ensinam a Hermenêutica filosófica, o que acaba prejudicando a formação do teólogo. Nesta plenária serão estudados ainda os fundamentos da Hermenêutica Contemporânea e a influência dos seus pressupostos na interpretação do texto sagrado.


O evento teve a presença dos seguintes preletores:


- Culto de Abertura (19/03):
Pr. Dr. José Wellington Bezerra da Costa

 (Presidente da CGADB)

- Culto Especial (20/03):
Pr. Dr. Paulo César Lima
(Comissão de Apologética da CGADB)

Além das participações dos pastores:

* José Wellington Costa Júnior
(Presidente do Conselho Administrativo da CGADB),

* Paulo Roberto Freire Costa
(Presidente do Conselho de Doutrina da CGADB),

 Cantor
* Vitorino Silva (Patmos Music) e outros ilustres convidados.


 
 Realização do Evento